As bookredes se tornam cada dia mais tóxicas
Nos últimos dias tenho esbarrado com um tipo de conteúdo que, sinceramente, me deixa pensando em que ponto as coisas desandaram: quando foi que as pessoas começaram a fiscalizar a leitura dos outros como se fossem donas de algum tribunal literário? Porque, aparentemente, agora existe uma patrulha digital decidindo o que é leitura “válida”, “adequada” ou “inferior”. E tudo isso… por causa de livros. Livros. Algo que deveria unir, não segregar. Como a Trish comentou — e expandindo ainda mais isso — precisamos encarar um dado simples e triste: a maioria dos brasileiros não lê sequer UM livro por ano. Nenhum. Zero. E aí eu pergunto: se a porta de entrada para o hábito da leitura de alguém é justamente por meio desses livros que tantos adoram criticar, qual é exatamente o problema? Desde quando incentivar a leitura virou motivo de deboche? Eu li Adeline. Eu li Dino. Gostei dos dois, por motivos diferentes. E sim, no caso de Adeline, tive muitas considerações, incômodos e reflexões — porque ...