Nos últimos dias tenho esbarrado com um tipo de conteúdo que, sinceramente, me deixa pensando em que ponto as coisas desandaram: quando foi que as pessoas começaram a fiscalizar a leitura dos outros como se fossem donas de algum tribunal literário? Porque, aparentemente, agora existe uma patrulha digital decidindo o que é leitura “válida”, “adequada” ou “inferior”. E tudo isso… por causa de livros. Livros. Algo que deveria unir, não segregar. Como a Trish comentou — e expandindo ainda mais isso — precisamos encarar um dado simples e triste: a maioria dos brasileiros não lê sequer UM livro por ano. Nenhum. Zero. E aí eu pergunto: se a porta de entrada para o hábito da leitura de alguém é justamente por meio desses livros que tantos adoram criticar, qual é exatamente o problema? Desde quando incentivar a leitura virou motivo de deboche? Eu li Adeline. Eu li Dino. Gostei dos dois, por motivos diferentes. E sim, no caso de Adeline, tive muitas considerações, incômodos e reflexões — porque ...
Vamos conhecer um pouco mais do autor Alex Silva? Livro 1. Como essa história começou a se formar dentro de você? R: A história começou a formar dentro de mim ainda na graduação, com a necessidade de identificar as dificuldades que os estudantes com transtorno do espectro autista encontra no ambiente escolar e a partir disso, encontrar mecanismos de ajudá-los no contexto educacional e social. 2. Teve alguma inspiração real (uma pessoa, sentimento ou vivência) por trás do livro? R: Sentimento de pertencimento social, de equidade e visibilidade social para as dificuldades enfrentadas por autistas nos ambientes sociais e educacionais. 3. Qual emoção guiou a escrita dessa obra do início ao fim? R: Esperança , dar visibilidade para as dificuldades e compreender as necessidades da criança no espectro autista, guiou-me a escrever e divulgar esse conteúdo. 4. Em que momento você percebeu que essa história precisava ser contada? R: A falta de conhecime...
Minhas impressões com 50% lido Eu adoro quando um livro traz sensações diferentes, estranheza, nó na garganta e choque. Um livro que perturba sua ética moral e te faz ter até Empatia com situações que podem ser consideradas, absurdas. A casa de nossos nomes tem sido um livro assim, com uma escrita viciante e sem repetições ou a necessidade de "encher linguiça" , visceral e polêmico em muitas questões. A escrita nos faz refletir sobre muitos assuntos e tem "quotes" marcantes e muito bons. Acompanhamos Marcela, Mariana e Dante, entre outros personagens que os rodeiam. Uma família que se forma por meio de obrigações e medo. E a cada capítulo, o ambiente parece ir ficando mais rarefeito, mais denso e complexo. O livro e seu universo estão sendo muito bem construídos e com riqueza de detalhes. Me pego em vários momentos, chocada, empática, querendo bater em Mariana, fazendo diagnósticos psiquiátricos nos personagens e ansiosa pelo próximo capítulo. Esse livro merece ser ...
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